Dia Nacional do Pau-Brasil é lembrado com teatro no Barão

Na tarde desta quarta-feira (3), os estudantes do turno da tarde do Instituto Anglicano Barão do Rio Branco (IABRB) receberam a visita da História. Uma encenação no pátio da escola, protagonizada por alunos das turmas do 5º, 6º e 7º anos revelou aos espectadores que o nosso país poderia se chamar ibirapitanga, pau-vermelho, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã ou pau-de-tinta. Mas, em meio a tantas possibilidades, foi o pau-brasil, árvore explorada e cortada durante séculos pelos portugueses quando chegaram ao Brasil por oferecer o corante vermelho muito cobiçado pelos europeus, que acabou por batizar nossa nação.

Organizado pelas professoras Kelli Casagrande e Clair Dallagnol, o teatro desta quarta-feira objetivou informar aos estudantes que a escola possuía uma árvore da família do pau-brasil, doada por Luciane Smaniotto, mãe da aluna Eduarda Smaniotto, e que foi plantada em um grande vaso pelo também aluno Thomas Cantele, há alguns anos. A data escolhida pelas professoras para dar a notícia aos estudantes e enfatizar a importância da planta para o Brasil foi estratégica, já que o 2 de maio antecede o Dia Nacional do pau-brasil, festejado por lei todos os anos.

“Há mais ou menos três meses, quando iniciávamos o ano letivo de 2018, a coordenadora Franciele Ferrari propôs um grande desafio a mim e a professora Clair Dallagnol: informar aos nossos alunos de que a nossa instituição possuía uma muda de pau-brasil. O plano inicial era transferir essa muda para um canteiro central da Avenida Sete de Setembro, entretanto, o medo de que essa preciosa planta morresse devido ao frio fez com que trabalhássemos com mais cautela. Dessa forma, por não ser uma planta nativa do frio sulino, resolvemos continuar cuidando da planta na nossa instituição”, conta a professora Kelli.

As professoras complementam que a busca pela história da planta na escola foi empolgante, um verdadeiro trabalho de detetive, “o próximo passo era atestar que a árvore era mesmo uma muda de pau-brasil, já que é muito difícil tê-la em nossa região. Na busca incessante por especialistas, fomos recebidas pelo engenheiro florestal Glênio Teixeira de Jesus que, em contato com seus colegas de profissão, pôde afirmar que aquela era, sim, uma árvore da família do pau-brasil”, contam as professoras.

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